Adesivo de testosterona: prós e contras de seu uso nas mulheres

16 Sep 2005 --- Estradiol (estrogen steroid) gel, used in hormone replacement therapy. --- Image by © T & L/BSIP/Corbis

Uma das aplicações dos adesivos de testosterona é a reposição do hormônio em mulheres, proporcionando a volta da substância aos seus níveis naturais e ajudando a restaurar a libido.

Intrinsa, da Procter & Gamble, é o nome comercial dos adesivos cutâneos utilizados para equilibrar a testosterona feminina. Um jeito prático e indolor de reverter a disfunção sexual, pois basta aplicar do adesivo de testosterona na pele e esperar que o hormônio seja absorvido.

O processo é bastante simples. Consiste em aplicar somente um adesivo por vez, na pele limpa e seca, e na parte inferior do abdômen abaixo da cintura.

O adesivo de testosterona deve ser trocado a cada três/quatro dias. Ou seja, são dois por semana, sendo que o produto adesivo permanece na pele por três dias; e o outro, por quatro.

O adesivo transdérmicol usado para tratar a disfunção sexual feminina (DSF) tem como alvo a recuperação do desejo sexual e dos níveis de energia. Um aumento de libido que acontece de forma gradual e em longo prazo.

Um estudo clínico revelou que 74% das mulheres que receberam o adesivo de testosterona Intrinsa relataram um aumento satisfatório de sexo; enquanto 56% das participantes alegaram percepção no aumento do desejo sexual.

A terapia com adesivo de testosterona pode ser feita em mulheres até a idade de 60 anos com baixo desejo sexual; nas que tiveram seus ovários e útero removidos cirurgicamente, isto é, a menopausa induzida; e nas pacientes em tratamento de reposição de estrogênio.

São situações nas quais elas produzem menos testosterona e estrogênio, provocando diminuição do desejo – que fica reduzido a pensamentos sexuais e excitação. Ou seja, um problema conhecido como distúrbio do desejo sexual hipoativo.

Efeitos colaterais dos adesivos de testosterona

• Acne
• Agravamento da voz
• Ansiedade
• Aumento da transpiração
• Aumento do apetite
• Aumento do clitóris
• Boca seca
• Congestão nasal
• Crescimento exagerado dos pelos da face
• Dificuldade para dormir
• Dor na mama
• Enxaqueca
• Ganho de peso
• Irritação da pele no local da aplicação do adesivo de testosterona
• Palpitações
• Perda de cabelo
• Queima vaginal ou comichão
• Visão dupla

Contraindicações do adesivo de testosterona

Hormônio Masculino

Embora muitas mulheres possam ser beneficiadas com o uso de adesivo à base de testosterona, existem aquelas que não devem utilizar o produto.

São as mulheres com suspeita ou histórico de câncer de mama; e ainda no caso de qualquer tipo de câncer que seja provocado ou estimulado pelo hormônio feminino estrogênio.

Gravidez, amamentação, menopausa natural e pacientes que tomam estrogênios equinos conjugados também são motivos para não prescrever os adesivos de testosterona.

Há, também, as situações nas quais o medicamento deve ser utilizado com cautela. São elas: doenças do coração; hipertensão; diabetes; doença no fígado; doença renal; história de acne adulta; perda de cabelo, aumento do clitóris, voz mais grave ou rouquidão.

E mais: a testosterona pode potencializar os efeitos anticoagulantes no sangue; em casos de diabetes, as doses de insulina ou comprimidos antidiabéticos podem necessitar de redução após iniciar o tratamento com o adesivo de testosterona.

A terapia com adesivo de testosterona transdérmico é cercada de controvérsias, dúvidas e restrições. Em maio de 2012, por exemplo, a Comissão Europeia chegou a retirar a autorização de comercialização do Intrinsa.

Saiba mais: http://testosterona.me/

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