Emagrecer sem malhar: estudos sobre o café verde

Já pensou em perder peso sem precisar passar o dia inteiro na academia? Quem nunca? E para alimentar esse desejo, vira e mexe surgem pesquisas que estimulam a ideia do emagrecimento fácil. Uma delas é sobre o café verde, que ajudaria a secar as curvas em um tempo relativamente curto.

Tudo por causa da grande concentração de cafeína atribuída a essa bebida (seria duas vezes mais que a do grão torrado) que está sendo considerada por muitos o mais novo termogênico, ou seja, uma forcinha extra para acelerar o metabolismo e a queima calórica. Será?

Pesquisadores de Minas Gerais afirmam que não há uma diferença tão grande assim na quantidade de cafeína do café verde quando comparado à sua versão tradicional, isto é, o grão verde contém 1,61% de cafeína e o torrado escuro, 1,38% da substância.

De qualquer forma, a cafeína, além de agir como termogênico natural, facilita a oxidação e a eliminação de gorduras corporais, além de participar da inibição das adenosinas – responsáveis por induzir o sono e, portanto, favorecer a atenção.

Mas não é só isso. Outro benefício atribuído ao café verde é seu nível de antioxidantes, que chega a ser de três a cinco vezes maior que o encontrado no café torrado. Vale a pena destacar a importância dessas substâncias no combate aos efeitos dos radicais livres e danos às células.

Não é à toa que a indústria de cosméticos vem fortalecendo as pesquisas em torno do café verde, aproveitando o potencial antioxidante dele para criar produtos com seus princípios ativos que auxiliam na luta contra o envelhecimento precoce. Mas essa é outra história…

Um dos diferenciais do café verde seria, ainda, o fato de ser fonte importante de cafestol e kahweol, que agem no fígado e ajudam a induzir a ação da enzima GST encarregada da desintoxicação do corpo.

Entenda mais sobre os benefícios do café verde

O ácido clorogênico, presente no café verde em concentração duas vezes superior à oferecida no grão torrado, ajuda a reduzir a absorção de glicose, além de atuar no metabolismo dos açúcares inibindo a enzima glicose-6-fosfatase – que libera açúcares do fígado para o sangue.

Ao participar desse processo, o café verde colabora com a manutenção de baixos níveis de glicose e, portanto, do acúmulo de gordura. Afinal, açúcar em excesso é transformado em gordura.

E mais: o grão pode ser um importante auxiliar no tratamento da diabete, já que influencia o metabolismo da glicose.

Ainda sobre o ácido clorogênico, estudo feito na Universidade de Scranton, na Pensilvânia, Estados Unidos, sugere que ele pode auxiliar na perda de até 10% do peso.

E estaria associado também a mudanças no humor das pessoas, inclusive evitando quadros de depressão. Mas isso ainda não foi totalmente esclarecido.

Aliás, as aplicações e pesquisas sobre o café verde são muito recentes. É preciso ter cautela ao consumir o produto, que não é indicado em casos de: pressão alta, problemas reumáticos e hepáticos, nervosismo, gastrite crônica, hipertireoidismo e úlceras gastroduodenais.

Apesar de estar surgindo como um dos queridinhos do emagrecimento, o café verde não é encontrado com facilidade no mercado, e seu suplemento requer prescrição médica.

Ah! E antes que você saia por aí procurando grãos verdes, esse tipo de café não tem coloração esverdeada, como o nome sugere, é marrom, e recebe essa denominação porque não passa pelo processo de torrefação.

Consulte sempre seu médico ou nutricionista. E viva melhor!

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